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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

80 anos de Michel Temer



 

Não costumo falar de política, mas gosto de falar de líderes políticos.
O líder político de quem vou falar hoje é Michel Temer, que completa 80 anos hoje, no dia 23 de setembro de 2020.

Michel Temer esteve presente na minha vida por mais tempo que eu imaginava.
Quando eu tinha onze anos, Temer foi eleito vice-presidente da República. O que parece ser algo trivial, não era, porque sabemos que os vices são muito importantes para a política de um país, como observado no caso de Dick Cheney.
Aos quinze anos, eu vi Dilma Rousseff ser reeleita, levando Temer atrás de si, como seu até então fiel escudeiro.
Quando eu tinha 17 anos, o Senhor das Trevas Michel Temer ascendeu ao poder, dando um golpe de Estado (ou canetada diplomática).
Ao mesmo tempo em que eu amo Michel Temer, eu desprezo-o. Isso faz dele um excelente líder maquiavélico. De acordo com Nicolau Maquiavel , o príncipe deve ser amado e odiado pelos seus súditos.
Aos 19 anos, eu vi Michel Temer ter seu último mandato como Presidente da República, dando espaço para seu sucessor Jair Bolsonaro.
Até aqui já foram quase dez anos de Michel Temer!


Algumas montagens com nosso líder favorito

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Os Três Suínos Neoliberais


Observação: Tenha em conta de que este texto é conjuntural. Ele foi baseado em algo que aconteceu há muito, depois das eleições municipais de 2016. Obrigado. Boa leitura!

Era uma vez uma senhora suína chamada Jennifer. Ela morava com seus três filhos: Temério, Alquimista e Dorival. Um dia, Jennifer percebeu que seus filhos precisavam cuidar de suas próprias vidas, além de que ela já estava ficando idosa de mais.
“Queridos, como devem perceber, estou ficando idosa e não quero que os senhores percam mais tempo comigo. Gostaria que vocês arranjassem uma ocupação, que construíssem uma casa, uma família... Mas cuidado com o lobo Petrônio! Ele é o cobrador de impostos mais tirano que esta nação já teve, e é o mais temido das redondezas.”
“Teremos cuidado, mãezinha!”, disse Dorival, o filho caçula e, consequentemente, o mais esperto.
“Mantenham contato!”, completou a senhora Jennifer.
Os três irmãos suínos saíram da casa, cantarolando uma música, quando se depararam com Petrônio, o lobo cobrador de impostos.
“Ora, ora, ora...”, iniciou o lobo. “Se não são os descendentes dos arqui-inimigos do meu descendente? Como eram chamados, mesmo? Heitor, Cícero e Prático! E vocês, com se chamam?”
Os três suínos entreolharam-se. Não sabiam ao certo se deveriam confiar no canídeo, mas Temério, o irmão mais velho e, consequentemente, ingênuo, arriscou:
“Eu sou Temério, este é Alquimista e este é Dorival.”
“Sabem, senhores, de acordo com o Livro de Regras”, nesse caso, Petrônio referia-se à Teoria da Evolução, de Darwin. “Somente o mais forte ou o mais esperto, ou ambos, deve sobreviver. Estava aqui cobrando alguns impostos, quando os ilustres chegaram. Será que os cavalheiros não gostariam de contribuir positivamente nessa coleta?”
“Sinto muito, Petrônio, agora não podemos contribuir com nenhum recurso... Fica para a próxima, certo?”, disse Temério.
“Tudo bem”, resmungou Petrônio.  “Mas quando nos encontrarmos novamente, quero o dinheiro dos impostos!”
Os três suínos e Petrônio seguiram pelo mesmo caminho até chegarem a uma bifurcação: os porcos seguiram para a direita e o lobo para a esquerda.
Temério, Alquimista e Dorival deram de cara com três percursos adicionais que levavam a lugares diferentes, mas não muito distantes entre si.
Na primeira placa estava escrito "Presidência da República (sede em Brasília) - população: duzentos e seis milhões e oitenta e um mil habitantes".
A segunda placa dizia: "Governo do Estado (sede em São Paulo) - população: quarenta e um milhões e duzentos e sessenta e dois mil habitantes".
E na terceira e última placa lia-se: "Prefeitura (sede em São Paulo) - população: onze milhões e trinta e dois mil habitantes".
O irmão mais velho, Temério, tomou a iniciativa:
“Sou experiente em administrar uma quantidade "pantagruélica" de indivíduos!”, Temério gostava de palavras difíceis. “Sou um líder nato! Por isso, irei para Presidência da República, mostrar minha supremacia.”
E o suíno partiu.
Alquimista, o irmão mais tímido, disse:
“Quero administrar uma cidade em que sou respeitado pelo que faço. Quero ter seguidores, e alguns descontentes com meu trabalho, porque um verdadeiro príncipe” (Alquimista gostava de citar os clássicos, principalmente Maquiavel.) “deve ter amantes e descontentes! Por isso, seguirei meu caminho para o Governo do Estado.”
E o suíno partiu.
Por fim, Dorival, o irmão caçula, falou:
“Não sou muito experiente em governar grandes massas, mas nem por isso deixarei de governar. Por isso, escolherei Prefeitura e liderarei a população.”
E o suíno partiu.
Na Prefeitura, Dorival, que era inexperiente na construção civil, fez uma casa de palha, no centro da cidade, e no lugar mais alto, onde podia ver tudo e todos. O suíno observou que apenas tartarugas transitavam nas avenidas e ruas principais, com uma velocidade média de cinquenta quilômetros por hora.
A primeira coisa que Dorival fez ao chegar a cidade foi alterar o limite de velocidade para setenta quilômetros por hora, assim lebres, leões, jaguares e guepardos podiam circular livremente pelas autoestradas.
Dorival também percebeu que os símios estavam invadindo o espaço reservado aos leporídeos, canídeos e felídeos, fazendo caminhadas. Mas nisso, o suíno não alterou nada, porque caminhar faz bem à saúde. Ao final do dia, Dorival descansou em sua casa de palha no centro da cidade.
No Governo do Estado, Alquimista estabeleceu-se perto de uma grande cachoeira, onde construiu sua casa com toras de madeira. Lá, ele podia administrar a cidade, além de matar a sede. O suíno não tinha esse nome por nada. Ele, desde filhote, estudava os segredos da alquimia. Então, desde que chegou ao Governo do Estado, procurou uma grande catarata para de lá conseguir transformar água em ouro. Algum tucano perguntou-lhe sobre crise hídrica, mas Alquimista não soube responder.
Temério construiu sua casa na Presidência da República (sede em Brasília), que ficava mais distante que as cidades de Prefeitura e Governo do Estado.
Sua moradia, mais luxuosa, foi construída a partir de seus conhecimentos, apesar de ser promotor, em construção civil. Era uma mansão térrea, majoritariamente feita de tijolos. Tinha três quartos (um para ele e outros dois para seus irmãos, caso viessem visitá-lo), sala de TV, banheiro, cozinha gourmet, jardim com horta, e escritório.
Temério tratou de vários assuntos desde que chegou a Presidência da República, como cortar alguns ministérios, que geravam gastos desnecessários para a cidade, e decretar reformas provisórias. Temério "rodou a baiana" na Presidência da República. Alguns desgostavam dele, outros idolatravam-no.
Petrônio, o cobrador de impostos, continuava sua busca pelos três suínos. Começando pela Prefeitura, o lobo farejou os rastros de Dorival, e encontrou a casa de palha no centro da cidade de São Paulo.
“Dorival! Sei que você está aqui! Abra esta porta.”, disse Petrônio.
Do outro lado, Dorival disse:
“O que você quer Petrônio? A polícia já não lhe causou problemas o suficiente?”
“Eu quero cobrar seu imposto!”, berrou Petrônio.
“Vai ficar querendo.”
“Então eu vou arrombar a porta!”
Dorival, que não era estúpido, já nas primeiras bofetadas de Petrônio na casa, fugiu pela porta dos fundos. O suíno foi até a casa de seu irmão Alquimista, feita de madeira, no Governo do Estado. (Dois anos mais tarde, seria Dorival quem iria morar lá em definitivo.)
“Irmão Alqui!”, berrou Dorival em frente à casa de Alquimista. “Deixe-me entrar abestalhado!”
“Qual é a sua graça, suíno?”, respondeu Alquimista.
“Sou eu, seu irmão Dorival!”
“Ora essa, suíno, deixe de frescura e entre! A casa é sua!”
Dorival entrou e sentou-se na poltrona da sala de estar de Alquimista. O anfitrião estava lendo o Jornal. Não era muito bonita, mas era confortável (pelo menos, era melhor que a casa de palha).
“Esta casa é uma beleza...”, pensou Dorival.
“Gostei da casa, irmão Alquimista!”
“Obrigado, compadre Dorival! Guarde minhas palavras: um dia essa moradia será sua.”
“Guardei suas palavras muito bem guardadas.”, disse Dorival, sorrindo.
Naquele instante, a campainha soou. Alquimista levantou-se. Dorival alertou:
“Não abra a porta! Apenas pergunte a graça.”
Alquimista foi até a porta e questionou:
“Quem és e o que desejas?”
“Meu nome por excelência é Petrônio Mauro e eu estou aqui honrando a memória de minha família para cobrar impostos de suínos neoliberais mal-encarados. Eu sei que você responde por Alquimista e está acobertando seu irmão Dorival. Abra esta porta agora, ou eu terei que arrombá-la.”
“Não.”, disse Alquimista.
Dorival disse alguma coisa com os lábios.
“O quê?”, perguntou Alquimista.
“Vamos fugir pelos fundos até a casa do irmão Temério.”, sussurrou Dorival.
“Você ficou maluco? Está pinel? A casa dele fica a quilômetros daqui!”, sussurrou Alquimista.
“Esqueceu que não somos porcos ordinários? Nós fomos abençoados com velocidade supersônica, pastel.”
Em algumas horas, os dois irmãos chegaram a Presidência da República, inaugurada em 15 de novembro de 1889, transferida de local em 21 de abril de 1960, e que se localizava no coração do País.
A casa de Temério era uma mansão de dez metros de altura, de tijolos e com decorações de diamantes. Dorival e Alquimista se perguntavam de onde tinha vido toda aquela grana, mas preferiram ficar calados. Uma chaminé brotava no telhado da mansão de tijolos.
Dorival apertou o botão do interfone.
“Olá, caro fraterno Temério. Somos seus irmãos Dorival e Alquimista. Viemos fugidos do terrível lobo cobrador de impostos, Petrônio, que destruiu nossas casas. Pensamos em buscar refúgio em sua humilde residência.”
A resposta não custou a chegar.
“Dorival e Alquimista. Vocês são mais que bem vindos à Presidência da República e em minha residência. Entrem, por favor.”
Os suínos penetraram na mansão de tijolos. Tudo era luxuoso.
“Vocês chegaram na hora certa! Eu estou preparando fondue. Em instantes vou acender a lareira. Uh-uh! Vai ser uma noite de Reis!”, disse Temério.
Pouco depois de acender a lareira e terminar os preparativos do fondue, Temério sentou-se à mesa com seus companheiros Dorival e Alquimista. De repente, ouve-se o som do interfone.
“Com a sua licença, nobres cavalheiros.”, disse Temério.
“É o lobo Petrônio, irmão! Tome cuidado e não abra a porta!”, alertou Dorival.
“Residência Temério. Quem gostaria?”
“Meu nome é Petrônio Mauro, mas você já me conhece. Eu sou cobrador de impostos, mas isso você também já sabe. Você também já tem conhecimento de que está acobertando dois criminosos foragidos da Lei. E aí, vocês vão me dar o que devem ou não?”
“Não.”, berrou Dorival, arrancando o interfone das mãos de Temério. “Você já teve o poder que queria, e isso acabou com o País! Você nunca mais vai encostar suas mãos sujas em nenhum dinheiro de nenhum cidadão.”
“Nossa, Jureg...”, disse Petrônio, magoado. “Então eu serei obrigado a derrubar essa adorável mansão de tijolos que deve ter custado uma verdadeira fortuna...”
“Boa sorte.”, resmungou Dorival.
Petrônio era pugilista certificado e não abriu mão de suas habilidades. Esmurrou, esmurrou e esmurrou a porta, sem nenhum efeito.
“Vocês vão me pagar pela derrota de meus familiares!”, disse Petrônio.
O lobo, que também era um exímio escalador, subiu pelas grossas paredes da mansão de Temério, para encontrar uma abertura.
Enquanto isso, Dorival, Temério e Alquimista estavam bebendo vinho moscatel e se deliciando de fondue de queijo Emental, e escutando as melhores canções de Erasmo Carlos do Verão de 86.
“Liguem para a Polícia Federal e avisem que pegamos o sujeito.”, disse Dorival para seus irmãos.
Petrônio entrou pela chaminé, pensando que era o estrategista do século, e acabou virando churrasquinho de cobrador de impostos. Que fim, hein?
O Juiz Federal veio acompanhado dos policiais para ver de corpo presente a queda de um dos maiores criminosos do País.

Resultado: Temério, Alquimista e Dorival voltaram para suas atividades em suas respectivas cidades. Petrônio foi preso. Dois anos mais tarde, em 2018, outros suínos substituiriam nossos heróis, exceto Dorival, que mudaria de posição. Temério cederia a Presidência da República para Afonsomaro, Alquimista cederia o Governo do Estado para Dorival, e Dorival cederia a Prefeitura para Anchovas. Tudo parecia fazer parte de um jogo político até então.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

O Último Rolezinho

Os "rolezeiros": "Rolezinho" sem o Temer não é "Rolezinho".
(embaixo da esq. para dir Getúlio Vargas, Ernesto Geisel, Raquel Dodge e Jânio Quadros)



Dezembro de 2010. Dilma tinha sido eleita presidente. Lula estava em seu mandato final. Temer era mais um anônimo para a maior parte da população.
Na foto, aparecem essas três personagens, junto de Sarney. Eles estavam, provavelmente, saindo para um “rolezinho” de final de ano. Eles pareciam tão felizes. Eles se sentiam imunes à lei. Agora, dois deles enfrentam a prisão, a outra teve o cargo “usurpado” e o outro deve estar em algum lugar do Maranhão...
Quem um dia iria imaginar que o anônimo Temer seria presidente do Brasil? Quase ninguém. “What were the odds?” Quais eram as chances? Poucas, de fato. Dilma foi reeleita e, junto dela, o anônimo. Dilma saiu e o anônimo, Michel Temer, entrou.
De 2010, para cá, Temer revelou-se ser capaz de governar uma nação (mesmo com rejeições, ele beijou o ombro, deixando o recalque passar longe), ao contrário de Dilma, que derrubou o Brasil, levando para seu Curriculum Vitae um Impeachment. Deixemos Lula e Sarney de lado, porque, nos últimos anos, eles tomaram o lugar de Temer, vivendo no anonimato.
O “rolezinho” de Dilma, Temer, Sarney e Lula, em 2010, ficou na memória, e quem sabe quando esses quatro “rolezeiros” vão se encontrar de novo? Em alguma vida futura? Difícil. Eles ainda têm que pagar pelos seus vícios espirituais do presente. Quem sabe, algum dia... Quem sabe...

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Idade mental dos políticos (Se Brasília fosse uma Escola)


A política brasileira me dá uma azia tremenda. E gases também. Ou talvez tenha sido o escabeche que eu comera no almoço... Minha tia faz um escabeche tão bom! Você tem que provar um dia. 
Com relação à política, eu tremo só de pensar. Ano passado nós tivemos eleição e o resultado não foi nada bom... Pelo menos foi melhor que nas últimas eleições.
Todo mundo tem, além da idade física, uma idade mental. A minha varia entre 20 e 34 (razão áurea no seu melhor). Que os políticos do Brasil são imaturos, isso a gente já sabia, mas qual nível de imaturidade eles têm nós vamos descobrir agora. Afivelem os cintos, commuters, a viagem será tortuosa!
O Presidente da República (sumo e provavelmente sumarento líder nacional), Jair Bolsonaro, tem doze anos de idade. Seus hormônios estão à flor da pele. Em seu tempo livre, ele abre sites adultos para ter seus momentos de prazer vendo pessoas urinando em outras e golden retrievers tomando banho. Eu já tive a idade do Jair e confesso: o órgão inferior fica retesado de tempos em tempos!
O concorrente direto do JB, Fernando Haddad, é um pouco mais maduro. Ele tem 16 anos e é daqueles que falta em todas as aulas, mas estuda para compensar as faltas. Que idiota! Eu nunca gostei de gente como o Haddad. No tempo livre, ele lê livros como o Manifesto Comunista ou a biografia do Ernesto Che Guevara. Os filmes favoritos dele são aqueles que se passam na Rússia comunista, como O encouraçado Potemkin e Doutor Jivago.
O candidato que eu me interessei (e isso eu declaro abertamente), João Amoêdo, é um jovem estudioso de 15 anos que adora Dungeons and Dragons e é do time PlayStation. Ele frequenta todas as aulas e gosta de uma menina da sala ao lado, mas prefere manter segredo entre seus amigos mais chegados. Suas leituras favoritas são de ficção. Sua biblioteca é composta por Cervantes, Veríssimo (o pai), Gaiman, Riordan e Hemingway, além do seu favorito, Caroll.
Os candidatos Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila já são adolescentes: eles têm treze anos! O psolista adora montar construções de blocos daquela marca holandesa e jogar no Minecraft. Seus youtubers favoritos são os portugueses Feromonas e VenomExtreme, os brasileiros Leon do Coisa de Nerd e Monark do RandonsPlays, e o sueco Pewdiepie. Já a pcdobista gosta de encontrar seu amado Fernando Haddad no intervalo das aulas. Ele é mais velho, mas ela não se importa. O problema é com seus pais: eles não gostam do Haddad, porque ele pode ser uma má influência. Ele já tem diversas passagens pela polícia por dirigir embriagado e sem CNH!
O ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, hoje presidiário, não está isento. A maturidade dele equivale a uma criança de onze anos. Em todos os feriados, seus pais o levam para passar uma temporada no sítio de Atibaia (quando o tempo está mais friozinho) ou no triplex do Guarujá (nos dias mais quentes). Quando ele visita Belo Horizonte, ele adora brincar com sua melhor amiga...
Dilma Rousseff, ex-presidente impedida em 2016 (e candidata à senadora por Minas Gerais), tem dez anos de idade. Ela e Aécio Neves têm a mesma idade. Lula não gosta de Aécio, porque acha ele muito sovina. Sempre que eles estão brincando de esconde-esconde, Aécio sempre trapaceia, e isso não é justo! Mas quem disse que esse trio liga para justiça?
Falando em justiça, passemos para Curitiba, no Paraná, para observar o atual Ministro da Justiça e Segurança Pública (e, quem sabe, futuro presidente da República?), Sérgio Moro. O juiz tem seus 18 anos e está na flor da pele, o que quer que isso signifique. Ele está apaixonado por uma colega de faculdade, de 19 anos, chamada Gabriela Hardt. Moro gosta de levá-la ao drive-in da Rodovia Interestadual ver filmes policiais, e depois eles vão comer pizza no restaurante próximo à Superintendência da Polícia Federal.
Voltando aos candidatos, Henrique Meirelles, Michel Temer e Moreira Franco são um trio de arruaceiros de 14 anos que, quando ninguém está olhando, são verdadeiras pestes e, quando estão aos olhos de adultos responsáveis, comportam-se como anjinhos... Eles sempre se reúnem às sextas-feiras depois da aula para assistir a filmes de ação ou de terror (depende do dia) na casa de um deles. A mãe do Moreira é uma cozinheira de mão cheia e faz uma lasanha à bolonhesa que é uma beleza de deliciosa. Já a mãe do Temer é craque nos doces e faz um bolo de palha italiana excelente! A mãe do Meirelles não sabe cozinhar; ela prefere comprar congelados.
A candidata Marina Silva, assim como Moro, tem 18 anos. Ela trabalha em uma floricultura do Acre e mantém uma horta comunitária no seu bairro. Seus pais sempre lhe disseram que ela tem o dedo verde.
O superministro da Fazenda, Paulo Guedes, é um pequeno gênio de 15 anos. Ele adora as aulas de Matemática e Geografia, o que não significa que ele não goste de História e Literatura. Paulo gosta de todas as matérias. Amigo de Amoêdo, eles se reúnem no intervalo para observar as meninas mais novas e conversar sobre jogos virtuais. Muitas vezes, Guedes vai à biblioteca ler um bom livro. O prefeito chegou a convidá-lo para fazer o recenseamento do país, acompanhado por especialistas. Guedes aceitou.
Esgotado o tema "candidatos e ministros", falemos de governadores.
Eu votei no Skaf (em São Paulo). Ele é um adolescente de 14 anos e frequentemente é alvo de comentários maliciosos de seus colegas (em geral, a turminha do Temer) sobre o tamanho de seu nariz. Ele não se importa, porque as meninas gostam! Além disso, Skaf tem um grande espírito de empreendedor. No intervalo das aulas, ele faz sandubas esquentados no George Foreman que ele traz para a aula, e os vende por preços menos onerosos que o da cantina. Essa ação desagrada seu inimigo...
João Doria é mais velho que Skaf. Ele tem 15 anos, mas está no mesmo ano que ele, porque ele repetiu o quinto ano. Doria gosta de manter sua imagem limpa e sem manchas. Ele é popular entre seus colegas e é representante de sala pela terceira vez seguida! Doria gosta de trocar cartas de Pokémon entre Amoêdo e Guedes, apesar de não trocar muitas falas entre eles. Seu anime favorito é Dragon Ball Z. O rival de Doria vive nas sombras...
Márcio França, de 14 anos, estava acima do peso até os doze, mas conseguiu se normalizar ao longo do tempo, com ajuda de um nutricionista. Ele se veste de preto e pretende fazer tatuagens quando completar 18 anos. Ele tem cabelo comprido, frequenta o culto de domingo e escuta bandas de metal pesado e rock independente. Suas leituras favoritas são Lovecraft e Bradbury.
No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel tem 12 anos de idade. Ele foi vizinho de Jair Bolsonaro até ele se mudar para Brasília, após a Eleição. Witzel gosta de acompanhar os desenhos animados na televisão e de colecionar álbuns de figurinhas. Nos finais de semana, ele telefona ao seu antigo vizinho para falar das novidades, mas não pode demorar muito, porque a ligação é interurbana e seus pais ficam bravos quando a conta do telefone é muito alta, devido à minutagem. Por esse motivo, Witzel conversa com Bolsonaro pelo Whatsapp ou, quando este está em manutenção (o que frequentemente acontece), eles se comunicam via o concorrente Telegram.
Vamos analisar os filhos do PR.
O senador Flávio é tão imaturo quanto o pai, por isso, sua idade é 20 anos. O deputado estadual por São Paulo, Eduardo, é o mais sensato de todos e, por isso, dou-lhe 28 anos. E o deputado federal (?), Carlos, está no meio termo. Ele tem 23 anos. Flávio gosta de frequentar o Teatro de Variedades para assistir às chanchadas com seus amigos. Carlos prefere os bares e aproveita a vida noturna na boemia. E Eduardo, mais reservado, gosta de uma moça chamada Mônica e frequenta os espetáculos e as bibliotecas.
Creio que por aqui já está bom. Eu gostaria de falar da idade mental de certos jornalistas, que de maduros não tem nada (Bonner, Vasconcelos, Leitão, Waack, Sadi, Kovalick, Bergamo...), mas o texto já está longo demais é pode aborrecer quem está lendo. Para finalizar, eu deixo aqui a idade do Presidente dos EUA, Donald Trump: ele é um pouco mais velho que o Jair Bolsonaro, tem treze, quase quatorze, anos.
Um abraço, até a próxima, e não se esqueça de se alimentar bem!
Se você me der licença, eu vou comer um pouco mais do escabeche que sobrou do almoço...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O Vice Pródigo a Casa torna





O dia é 31 de outubro dezembro de 2018. Michel Temer Samuel Thames está acomodado no voo 444 da Derry Air com destino a São Paulo. O então vice-presidente deseja reencontrar sua amada esposa, Marcela Geena, e seu amado filho Michelzinho Samuelzinho para comemorar as festas de final de ano. Tudo corria bem até que, no meio do percurso, quando o avião sobrevoava o triângulo mineiro, o piloto teve que fazer um pouso de emergência em um aeroporto improvisado.
“O que aconteceu?”, pensou Temer Thames.
Ao pousarem, o piloto disse:
— Atenção senhores e senhoras passageiros do voo 444 da Derry Air. Devido às circunstâncias, eu fui avisado pelos comissários de bordo de que há macacos no veículo. Por favor, mantenham a calma. Eles foram vacinados e está tudo no controle. O problema é que os símios fugiram da gaiola e estão armando o barraco no bagageiro.
Todos os passageiros desceram da aeronave e dirigiram-se ao aeroporto. Já em terra firme, Temer Thames conseguiu pegar carona com seus amigos caminhoneiros que também estavam indo para São Paulo comemorar as festas de final de ano com a família. Seus nomes eram Caetano Veloso, Chico Buarque e Roberto Carlos.



No meio do trajeto (que demora sete horas pela BR-050), Chico sentiu-se com vontade de usar a casinha e Temer Thames e os outros decidiram parar numa lanchonete que ficava em frente ao posto da Petrobrasil. A garçonete era uma mulher extremamente gorda chamada Dilma Rousseff Janete Roscov. O cozinheiro tinha apenas nove dedos, devido a uma condição genética, e chamava-se Lula João Higino. Os dois funcionários eram casados e tinham uma linda filha chamada Marísia.
Temer Thames, Chico, Caetano e Roberto almoçaram sanduíches de muçarela e tomaram refrigerantes diet, porque Temer Thames queria emagrecer. Ao lado da mesa deles, a juíza grisalha Carmen Lúcia estava tomando um milk-shake com a comadre Hillary Clinton e o compadre Donald Trump Orange Man. O então vice-presidente cumprimentou as figuras e ele e seus amigos deram no pé.
De repente, enquanto Caetano Veloso se preparava para trocar o turno da direção com Robson Carlos, eles se deparam com vários carros enfileirados e parados. Seria um apocalipse zumbi, ou apenas o trânsito habitual das estradas no final do ano? Os corajosos amigos desta aventura concordam com a segunda opção.
Um Jet-ski passou na direção contrária à deles, sentido Brasília. Ele estava sendo guiado por dois brutamontes, e, em cima do veículo, Jair Bolsonaro Pocket Man acenava para Temer Thames, que sorriu e acenou de volta.



Temer Thames não conseguia mais escutar pela vigésima vez seguida “as melhores músicas da MPB de 1997” e, quando ele viu um helicóptero pousando na direção do caminhão, quase desmaiou. Era ninguém mais, ninguém menos que o juiz Teori Zavascki. Sim, ele sobrevivera ao acidente de Paraty, conseguira reaver os destroços do helicóptero e consertá-lo. Segundo o juiz contou a Temer Thames e seus companheiros de viagem, ele teria conseguido um emprego na FLIP e ficara em Paraty desde então. STF nunca mais.
Já em São Paulo, cansado das piadas de Teori Zavascki sobre o novo presidente do STF (juiz Sérgio Moro Paulo Rigo), Temer e seus amigos desembarcaram na testa do novo governador do Estado (que é imensa), João Doria João Dorival. O local é heliporto honorário.



De lá, o então vice-presidente despediu-se de seus amigos de viagem, desejando-lhes um feliz ano novo, e pediu ajuda da apresentadora Angélica para pegar um táxi. Ao chegar a seu cantinho, no bairro Alto de Pinheiros, Temer Thames foi ao encontro de sua amada esposa Marcela Temer Geena Thames e de seu amado filho Michelzinho Temer Samuelzinho Thames.
Chechel Mu-mu! Fiquei com muitas saudades de ti, meu amor! — exclamou Marcela Geena.
— Você também não sabe o quanto eu sofri por ti, meu amor, lá, na terra da política. — soluçou o então VP.
Michel Temer Samuel Thames abraçou seu filho e foi jantar com a família. Marcela Temer Geena Thames foi logo falando:
Chechel Mu-mu, meu amor, eu fui à farmácia esta manhã e descobri que estou grávida do Chechelzinho Samuelzinho 2...
Temer Thames duvidou:
— Mas como, meu amor, se tu estavas cá e eu lá... A equação não fecha!
— Então, meu amor, eu já ia te falares isso...
O então VP, já suspeitando do abacaxi, disse:
— Desembuche!
— Eu fui à carceragem de Curitiba, visitar um amigo meu...
— QUE amigo? — bradou o então VP.
— Tu deves conhecer... Ele já veio aqui em casa algumas vezes... É o Dudu...
— Ora essa! Que Dudu?
— O Dudu Cunha! Eu tive relações sexuais com ele! Pode me chamar do que quiser, mas eu precisava de dinheiro e ele tem uma conta na Suíça maior que o pênis dele!
Temer Thames, com as mãos na testa, suando frio, gritou:
— Devassa! Minha mulher é devassa! Eu casei com uma devassa!
O então vice-presidente deixa o recinto, pega o carro e dirige até o bar. Lá, ele encontra um pato e o coloca na cabeça. Ao entrar, ele é recebido pela garçonete, que olha o homem de cima a baixo e diz:
— Belo gato...
E o Temer Thames diz, apontando para o pato:
— Isso não é um gato, é um pato!
— Pois bem, eu estava falando com o pato... — disse a garçonete, sedutora.



— Que se dane! — gritou o então VP. — Eu quero uma garrafa de Ballantines, por favor. Com muito gelo, porque acabei de descobrir que minha mulher é devassa.
A garçonete serviu Temer Thames fazendo cafunés em seu cabelo. E depois, desabotoando sua camisa, ela disse:
— Tem um quartinho lá nos fundos... Você gostaria de ter relações sexuais comigo, neste dia tão maravilhoso?
— Só se for com proteção... — disse Temer Thames, concordando com a cabeça.
E assim terminou o ano de 2018, com Michel Temer Samuel Thames nos braços de outra, Marcela Temer Geena Thames nos braços de um presidiário e Michelzinho Samuelzinho com um novo irmão. Do lado de fora, nas ruas e nas praias, pessoas gritavam e comemoravam em louvor do novo presidente.

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Motivos para não votar no PT (copypasta)

Eu encontrei esse texto em um comentário de um vídeo no youtube que mostrava um posicionamento da oposição. O autor é “Sr TNK”. ...